E pronto. Passaram-se as festas e ainda bem. Tirando o facto de ser uma época em que o trabalho abranda na acção (nem sempre no pensamento, confesso), estes dias não me costumam trazer grandes alegrias. Minto. Ri-me bastante na noite de fim de ano e houve quem se risse comigo. Já quase me tinha esquecido dessa sensação - a alegria partilhada a propósito de uma qualquer tolice.
Ontem estava de ressaca de festas e fui assaltada por uma enorme nostalgia e algum nervosismo pela necessidade de preparar trabalho para a semana que se aproxima. Não correu bem. De facto correu tão mal que às quatro da manhã estava completamente desperta... Peguei então num livro que trouxe emprestado de casa de uma amiga e li os primeiros contos. Uma ideia queimou-me - "as noites que atravessámos de mãos dadas". Ficou esta frase. Lateja. Quem me vai dar a mão para atravessar as noites que virão?