28.11.10
25.11.10
Poderia escrever 1000 posts com o turbilhão que sinto em mim. Poderia escrever sobre tanta, tanta coisa, mas não consigo. Porque só me apetece virar-me para dentro, para o meu avesso.
Fico em silêncio. Este silêncio que se adensa a cada minuto, até se instalar de vez e erguer uma parede de betão. Entre mim e as palavras. Entre mim e os sentimentos.
Fico em silêncio. Este silêncio que se adensa a cada minuto, até se instalar de vez e erguer uma parede de betão. Entre mim e as palavras. Entre mim e os sentimentos.
24.11.10
Espera-me
Hoje apetecia-me esta cidade. Sem obrigações. Sem horas. Parques, ruas, cafés, a língua que adoro. Hoje apetecia-me esta cidade.
14.11.10
Esta noite escrevia uma carta importante para o meu trabalho. Tinha erros, omissões. Reescrevi-a uma e outra vez, sempre com incorrecções, enquanto outros me esperavam, impacientes. Está incompleta, não se percebe, faltam-lhe palavras. Paro para a escrever em qualquer canto, encostada às paredes. A letra às vezes incompreensível. Esperem por mim, tenho que terminar esta carta. Recomeço. Tenho pressa, escrevo-a enquanto caminho, quase a correr. Pego num computador, mas não funciona. Perco o meu carro, vou demorar mais tempo para levar esta carta ao destino... O meu carro está numa garagem soterrada. Escavo com rapidez como quem constrói uma poça na praia. Não consigo, não consigo.
Demorei alguns segundos a perceber que era um sonho. Cansam-me, estas noites.
Demorei alguns segundos a perceber que era um sonho. Cansam-me, estas noites.
11.11.10
Anunciada
Preciso de libertar este grito de saber que a tristeza nunca te abandonou. Eu que queria trazer-te o sol, cerrei com força os olhos ao preto e branco das teclas e deixei de ouvir a ausência das tuas-minhas palavras.
Não sei bem. - nove letras, uma lâmina.
A tempestade sempre anunciada em ti regressou e ficarei - (não) sei bem - sem o que não soube, o que não houve.
Não sei bem. - nove letras, uma lâmina.
A tempestade sempre anunciada em ti regressou e ficarei - (não) sei bem - sem o que não soube, o que não houve.
7.11.10
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