30.5.11

amanhã por esta hora...

... estarei feliz?



... estarei feliz.

26.5.11

Do 80 ao 8...

... em 24 horas.

E porquê?

Sei a resposta mas tenho medo de a dar. Fica para a próxima.


E choveu, porque nem tudo pode ser mau.

25.5.11

30 e tal

Este calor vem, tenho a certeza, de lugares nos trópicos. Enganou-se na latitude e longitude e veio parar aqui. Chegou sozinho, sem as praias, o ócio, a música que agita o corpo. Fica parado, pairado no ar amolecido. Inesperado, impacienta-nos. Sem a água de mares turquesa, só a chuva pode aliviar esta rotina feita para outros climas.


Talvez amanhã.

19.5.11

De noite, de novo a casa.

Só.

De manhã, a distância.

Só.



Este sino que não pára de tocar na minha cabeça.

18.5.11

a tranquilidade

16.5.11



Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.


Eugénio de Andrade

cinco sentidos

12.5.11

Sei

Por agora, sei do amor apenas esta vontade de me superar, ainda que tudo pareça estar contra e o peso ameace derrota.

Por agora, sei do amor apenas esta vontade. Uma porta que abro na casa-sonho.
a tranquilidade


6.5.11

briefer than a rose

Chegar de manhã e sentir a proximidade. Um sorriso, às vezes.

Saber da cumplicidade que, de novo, parece ser mais de outros que minha.

Um sítio escuro que, de novo, enegrece. O rosto que se (me) fecha.

A alegria dum quotidiano

que durou

quase

apenas

um



respirar.