30.9.11

Percebes? Não queria.

Absurdo

Como se já não bastassem todos os anónimos, pseudónimos, sites, blogues, chats e facebooks para conversas, flirts, segredinhos e relações paralelas -  ei-lo.

Que gigantesco bloody hell!

29.9.11

Antes

Escreveu-me dezassete instantes.  A sedução no quotidiano e tanto, tanto mais. Assim, de súbito. Hoje apeteceu-me reabrir a capa desses instantes e aqui escrevo sobre eles pela primeira e última vez. Guardo-os, de novo, só para mim.

Instantes 16
... anotas com cuidado e minúcia... burocráticas informações... (penso que se preparam reuniões de avaliação! sic!...) de que só tu consegues extrair poesia...

... mas ao longe... na espessura dos documentos... subitamente, é a tua mão que importa! ... repousa... é a direita... e o anel espesso... denso... ilumina este início de tarde tão cinzento... amo-te...

Blogues







Basta.
Entro na sala. O meu bom dia raramente tem eco na voz de alguém. Desisti. Entro de boca fechada e sento-me enquanto uns enfiam a cabeça nos manuais, outros comem fruta e, ainda outros, tiram fotocópias. Caladinha.

Lembro-me de esta sala ser um espaço fresco pela manhã. Era um espaço, também, de (quase) amigos que chegavam para mais um dia. De conversas partilhadas que tornavam o (re)começo mais fácil.

Dantes.

28.9.11






gostava, muito, mas muito... que a verdade fosse sempre nossa.






palavras

Já sabes, há palavras que quase me mata(ra)m. Li-as e reli-as tantas vezes que estão marcadas no meu coração, por isso talvez ainda as saiba dizer a partir dele. E voltam sempre que outras palavras as chamam, como súbitas armadilhas. E sabes, acho que sabes, que só o amor e a sua verdade alimenta a força que nos faz esquecer que nem tudo é nosso, mas que nos pertence o lado maior.

friendship is a million little things





gostava de ter a L hoje ao pé de mim  - sabes aquele provérbio chinês?

gostava que o B me levasse a dançar, como quando sabíamos ser um só rodopio.



gostava, oh se gostava

16.9.11

António Lobo Antunes



[…] e fico aqui a ler, na mesma mesa em que rabisco as páginas, que silêncio nas coisas, que vazio, não é meia-noite sequer, rodeio-me de pessoas que não existem, rodeio-me de vozes, sinto-me cheio de palavras que não amadureceram ainda, não palavras, larvas de palavras, imagens que surgem e se desvanecem, desfocadas, fugidias, peço a mim mesmo - Uma ajudinha, amigo […]











Há palavras...

... que passaram a fazer parte do meu pequeno inferno privado. E ei-las que, de vez em quando, renascem.




Fuck.
O meu blogue achou que já chega de escrita cretina.

10.9.11

Partidas

Neste ano, duas partidas.


A que me apanhou de surpresa, num vazio enorme.


Esta, de quem lentamente desce uma colina e, a cada passo, esquece o que ficou para trás e perde a noção do horizonte. Sempre mais um pouco. Mais um pouco, até ser muito.




Até à escuridão maior.