Encostei a cara à janela e, pela primeira vez, apeteceu-me ir mais e mais longe.
25.2.12
17.2.12
13.2.12
Valentino III
Pergunto-te amas-me?
Respondes amo-te e adoro-te.
Digo sabes que entre ser a mulher e a amante prefiro a amante. rio.
Pedes dá-me o teu corpo que me leva ao céu.
O teu corpo o único.
Sim.
Respondes amo-te e adoro-te.
Digo sabes que entre ser a mulher e a amante prefiro a amante. rio.
Pedes dá-me o teu corpo que me leva ao céu.
O teu corpo o único.
Sim.
Valentino II
Escuto
e sinto a rumba de mãos dadas.
Avanço a mão sobre o pescoço, o ondular vagaroso.
Tão perto.
Tão perto.
Olhos semi-cerrados que respiram música e dois corpos que se deixam ir... Tão perto.
Valentino I
Por mais que não eu queira,
este dia que aí vem há-de trazer-me sempre uma palavra,
uma leitura, um gesto
que me abala.
este dia que aí vem há-de trazer-me sempre uma palavra,
uma leitura, um gesto
que me abala.
12.2.12
resilientes
Admira-me as pessoas que, apesar de estar aparentemente tudo contra elas, persistem num objectivo que tinham delineado. E não estou a falar de quem sofre de uma doença, essas, que as conheço de perto, admiro-as profundamente.
Será que devo continuar a ajustar velas?
Será que devo continuar a ajustar velas?
Explicação (?)
Quando me perguntam "o que tens?", apetece-me, estranhamente, o silêncio.
Não sei se sei explicar - é como se tivesse mergulhado numa piscina e ficado lá, já não consigo respirar e, contudo, não sei como chegar à superfície, ou por outra, vejo em cima a luz refletida num ondular breve, mas acho que a meio das braçadas me vai faltar o ar, ou por outra, chegar à superfície até não é difícil, mas a água é pouco densa - talvez me afunde outra vez.
Ou penso-respondo com outra pergunta: "Quando se diz bati no fundo, o que significa? Que já estamos a emergir?" E penso-silencio ainda outra: "Será que é ainda possível (re)fazer algo?"
Não sei se sei explicar - é como se tivesse mergulhado numa piscina e ficado lá, já não consigo respirar e, contudo, não sei como chegar à superfície, ou por outra, vejo em cima a luz refletida num ondular breve, mas acho que a meio das braçadas me vai faltar o ar, ou por outra, chegar à superfície até não é difícil, mas a água é pouco densa - talvez me afunde outra vez.
Ou penso-respondo com outra pergunta: "Quando se diz bati no fundo, o que significa? Que já estamos a emergir?" E penso-silencio ainda outra: "Será que é ainda possível (re)fazer algo?"
3.2.12
Absurdo?
Esta noite sonhei que tinha feito uma tatutagem. Era uma tatuagem de palavras que me percorria os braços, o peito e terminava perto de uma orelha. Olhava desesperada para aquelas palavras a preto que não me lembrava de ter feito e sentia medo de não poder esconder. No pescoço eram (quase) sempre visíveis - tão pouco adequado à minha profissão. No dedo anelar, uma rosa pequena, muito vermelha, impressa para sempre. Não sei o que diziam as palavras; não as consegui ler. O que seria?
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