17.12.08

Enter Exit

Se a vida é um palco, como dizia o grande WS, o actor tem que saber quando entrar e sair de cena.

Exit

Cavalo à solta

Hoje quis a minha passagem para o breve, breve instante da loucura.

Dói-me

Aos doze anos os hospitais passaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Com os hospitais, a precaridade da vida. Até hoje não dou muito importância às pessoas que estão sempre a queixar-se. A minha mãe, que vive há anos na linha entre a vida e a morte, nunca se queixa.

14.12.08

palavras e GESTOS

Um texto que li e me fez infeliz desapareceu. É tão supreendente que me deixa sem palavras. Neste momento só me apetecem gestos.

10.12.08

I had a compass from Denys

Há um filme de que gosto muito e tenho uma mala onde cabe tudo. Qual a ligação entre eles? Encontrar a direcção certa. Numa cena deste filme, um homem dá à mulher que amará uma bússola para que ela nunca perca o rumo certo na perigosa viagem que decidiu empreender. Ontem, também perdida eu, e irritada por não achar o que queria na minha mala-onde-tudo-cabe, encontrei uma lanterna que me foi oferecida. É uma laterna autónoma, com um dínamo, que não precisa de pilhas. É vermelha e arredondada, cabe bem na palma da mão. Gostei de a encontrar, lembrou-me esse filme. Acho que tem um significado.

Natal

Não gostei muito do filme, mas sempre achei esta canção gira.

Cheiros

Sempre fui muito consciente dos cheiros que me rodeiam. Lembro-me do cheiro da minha mãe a amêndoas doces quando encostava, de propósito, o nariz aos seus braços. A terra onde vivi durante três anos, no coração do Alentejo, tinha um cheiro diferente de Lisboa, um cheiro a terra, a trigo e a uvas. Lembro-me da casa dos meus vizinhos de infância e o forte odor a tabaco. Lembro-me do cheiro do cachimbo de um antigo namorado. Tenho memórias olfactivas de locais, de pessoas. Um medicamento para uma forte constipação roubou-me este sentido, que tenho vindo a recuperar, e embora ainda não a 100% já consigo viver novamente os odores do quotidiano.
Ontem comprei uma colónia para pôr depois do banho. Sem alcool, porque feita para crianças, pude espalhá-la por todo o corpo. Um conforto enorme invadiu-me. Este cheiro abraçou-me e aconchegou-me. Hoje de manhã não resisti e pu-la de novo. Caramba, cheiro mesmo bem.

9.12.08

Insisto

Como as rosas selvagens, que nascem
em qualquer canto, o amor também pode nascer
de onde menos esperamos. O seu campo
é infinito: alma e corpo. E, para além deles,
o mundo das sensações, onde se entra sem
bater à porta, como se esta porta estivesse sempre
aberta para quem quiser entrar.

(...)

Nuno Júdice (clique no nome)

7.12.08

Fim

Hoje disseram-me que nunca mais tinha escrito neste blogue. É verdade. O cansaço e a sensação de frustração não ajudam à escrita. Mas se me tenho sentido tão triste... hoje li uma coisa que me entristeceu ainda mais profundamente... Supostamente ficção, sei que é uma emoção sentida já que a ouvi mais do que uma vez...Uma emoção de amor, uma entrega que muitas vezes nos é vedada nos pequenos quotidianos. E aqui a palavra-chave é, precisamente, quotidiano - destruidor de fantasias, desejos e expectativas. Fantasias que, se (mal) alimentadas,também podem devorar a capacidade de ver o real. Mas, por ser potencialmente destruidor, gosto do desafio desse quotidiano. Criar pequenos momentos, pequenas felicidades. Na enorme grandeza dessa pequenez. Quando já não tiver vontade de o fazer, cheguei ao fim.