18.3.09

Traz outro amigo

Quase nunca ando de transportes públicos. O carro, que se torna um companheiro diário, protege-nos dos perigos e desconforto desse mundo exterior. Protecção-isolamento, é o que é.

Ontem ao entrar atabalhoadamente num autocarro, com o ar (e a realidade) de quem já não sabe tirar um bilhete, oiço um senhor no lugar da frente que canta afinado não percas tempo que o vento é meu amigo também.

E lá fui empurrada para a parte de trás, com aquela canção a soar entre quem lhe era indiferente. Não para mim. E cantei baixinho em terras,em todas as fronteiras, seja bem vindo quem vier por bem

1 comentário:

  1. Já há muito que não ando de autocarro. O carro passou a ser parte de mim. Já há quase esta vergonha de não saber tirar um bilhete no autocarro. Mas é bom saber que lá se pode entrar e ficar-se a dançar e a cantarolar. Já o fiz em tempos que já lá vão. É bom recordar. Porque é viver.
    Bj

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