28.6.09
amanhã
... ponho o meu ar mais sério para falar de currículo, módulos e LOs perante um grupo de especialistas na área. Gosto deste tema. Falo com convicção sobre ele.
Mas a dirty diana em mim está com vontade de se soltar. E se fosse amanhã durante a reunião? Tipo Eli Stone, mas real. Era giro.
Mas a dirty diana em mim está com vontade de se soltar. E se fosse amanhã durante a reunião? Tipo Eli Stone, mas real. Era giro.
23.6.09
Todas as pessoas precisam do seu espaço de silêncio. Levei tempo a perceber isto, mas tive que reconhecer essa necessidade em mim para o compreender. Todos precisam do seu espaço de silêncio.
Mas há silêncios que aproximam, um respirar sem palavras.
E há silêncios escuros, feitos para afastar.
Duros, são paredes, portas trancadas, mãos fechadas. Segredos.
Silêncios de sofrimento, às vezes ... só eu posso resolver.
Onde a cumplicidade não tem lugar.
Mas há silêncios que aproximam, um respirar sem palavras.
E há silêncios escuros, feitos para afastar.
Duros, são paredes, portas trancadas, mãos fechadas. Segredos.
Silêncios de sofrimento, às vezes ... só eu posso resolver.
Onde a cumplicidade não tem lugar.
20.6.09
tomas conta de mim
- Já sabes, quando formos mais velhas tens que tomar conta de mim.
- Tu és tão rija. (riso)
- Mas vou dar em maluca, já sabes.
- Sim, não te preocupes.
(Disse-te e repito-te: enquanto eu viver, nunca estarás sozinha.)
- Tu és tão rija. (riso)
- Mas vou dar em maluca, já sabes.
- Sim, não te preocupes.
(Disse-te e repito-te: enquanto eu viver, nunca estarás sozinha.)
parabéns
(eu) Olá, tio.
(ele) Olá, sobrinha.
(eu) Parabéns! Está melhor?
(ele) Sim, sinto-me muito melhor...
(ele) a minha menina...
tio, tio, já sei andar de bicicleta! És esperta, sabia que ias aprender depressa. Mas não gosto de descer as ruas, gosto mais de subir. Vais gostar de aprender a descer sem dares aos pedais. Tio, tio, posso subir à árvore e apanhar ameixas? Vê lá não caias. Tem cuidado. Tio, tio vou apanhar as ervas que crescem aqui. Calça estas luvas para não te picares nas urtigas. La, la, la, gosto tanto de estar aqui. Tio, tio, quando crescer quero ter um dois cavalos. Se eu tiver dinheiro, ofereço-te um.
A menina dele.
(ele) Olá, sobrinha.
(eu) Parabéns! Está melhor?
(ele) Sim, sinto-me muito melhor...
(ele) a minha menina...
tio, tio, já sei andar de bicicleta! És esperta, sabia que ias aprender depressa. Mas não gosto de descer as ruas, gosto mais de subir. Vais gostar de aprender a descer sem dares aos pedais. Tio, tio, posso subir à árvore e apanhar ameixas? Vê lá não caias. Tem cuidado. Tio, tio vou apanhar as ervas que crescem aqui. Calça estas luvas para não te picares nas urtigas. La, la, la, gosto tanto de estar aqui. Tio, tio, quando crescer quero ter um dois cavalos. Se eu tiver dinheiro, ofereço-te um.
A menina dele.
19.6.09
olá
(tu) Olá, maluca.
(eu) Olá, maluca tu.
(tu) Como foi o teu dia?
(eu) Muito difícil.
(tu) Que tragédia... Mas estás viva?
(eu) Sim. Parece que sim.
(tu) Então, está tudo bem.
Aprendi contigo a relativizar as coisas. Ensinei outros a relativizá-las e com isso aprendi ainda mais. Acho que sou melhor pessoa. Acredita. Sou melhor pessoa agora.
Mas cansam-me estes dias cheios de dificuldades. Cansam-me os poucos espaços para sorrir (compreendo agora A.L.B. quando escreve que é tão difícil sorrir). Não fui feita para isto - ser esta pessoa acinzentada. Apetece-me muito deitar a língua de fora e dizer, como tu tanto gostas, *#$*"[*@*****
(eu) Olá, maluca tu.
(tu) Como foi o teu dia?
(eu) Muito difícil.
(tu) Que tragédia... Mas estás viva?
(eu) Sim. Parece que sim.
(tu) Então, está tudo bem.
Aprendi contigo a relativizar as coisas. Ensinei outros a relativizá-las e com isso aprendi ainda mais. Acho que sou melhor pessoa. Acredita. Sou melhor pessoa agora.
Mas cansam-me estes dias cheios de dificuldades. Cansam-me os poucos espaços para sorrir (compreendo agora A.L.B. quando escreve que é tão difícil sorrir). Não fui feita para isto - ser esta pessoa acinzentada. Apetece-me muito deitar a língua de fora e dizer, como tu tanto gostas, *#$*"[*@*****
18.6.09
este frio... de novo
e
subitamente
no calor deste dia
soprou um frio de deserto
Não. ;)
Outra vez, não. ;) ;)
Acho que se me despir, vou resistir melhor.
Ou apanho uma valente constipação?
subitamente
no calor deste dia
soprou um frio de deserto
Não. ;)
Outra vez, não. ;) ;)
Acho que se me despir, vou resistir melhor.
Ou apanho uma valente constipação?
14.6.09
2.23
Ainda não consigo explicar como é que é possível estar a trabalhar até esta hora a um sábado. Mas o facto é que estou.
E não é a esmerar-me (o que sempre me levou a trabalhar mais horas). É simplesmente a fazer o que não estava feito. E a correr.
Bummer.
E não é a esmerar-me (o que sempre me levou a trabalhar mais horas). É simplesmente a fazer o que não estava feito. E a correr.
Bummer.
13.6.09
hoje percebi...
...mais uma vez porque que é que há pessoas que nos fazem felizes. São aquelas com as quais podemos ser verdadeiramente nós próprios e partilhar tudo sem paredes - das questões mais profundas dos nossos sentimentos até às razões pelas quais não conseguimos usar camisas sem nos desfraldarmos.
Que mestria esta de algumas pessoas no uso das camisas!
Mas pronto... aceitemos a nossa incapacidade e... viva a T-shirt!
Que mestria esta de algumas pessoas no uso das camisas!
Mas pronto... aceitemos a nossa incapacidade e... viva a T-shirt!
12.6.09
os símbolos do meu quotidiano
Uso-as por razões profissionais, quem diria...
:)
:(
:-o
:-|
:-P
:-D
;)
... raios das carinhas!
:)
:(
:-o
:-|
:-P
:-D
;)
... raios das carinhas!
Enganos

Gostava de perceber como é que se consegue viver a escapar-se entre mentiras, a preparar o próximo subterfúgio.
Admiro a tua capacidade, amiga, para não te saltar a tampa com este tipo de pessoas. Eu não as suporto e nisso sou muito grrrrrrrrr....
Se fossem tão boas como nós a montar esquemas, estavam feitas.
Ainda bem que não temos jeito.
9.6.09
6.6.09
em modo menor
li José Luís Peixoto.
Lembrei-me da minha mãe e angústia de ter sido aprisionada numa doença que diziam incurável.
Acho que foi o desejo de viver por mim que a curou. Com ajuda por aqui e de Lá. E, claro, o sempre poderoso querer!
fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes: ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer: amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.
Lembrei-me da minha mãe e angústia de ter sido aprisionada numa doença que diziam incurável.
Acho que foi o desejo de viver por mim que a curou. Com ajuda por aqui e de Lá. E, claro, o sempre poderoso querer!
fingir que está tudo bem: o corpo rasgado e vestido
com roupa passada a ferro, rastos de chamas dentro do corpo, gritos desesperados sob as conversas: fingir que está tudo bem: olhas-me e só tu sabes: na rua onde os nossos olhares se encontram é noite: as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão desprezíveis: as pessoas falam e não imaginam: nós olhamo-nos: fingir que está tudo bem: o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo, tempestades de medo nos lábios a sorrir: será que vou morrer?, pergunto dentro de mim: será que vou morrer? olhas-me e só tu sabes: ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer: amor e morte: fingir que está tudo bem: ter de sorrir: um oceano que nos queima, um incêndio que nos afoga.
5.6.09
4 minutos verticais
Quando entro num avião, olho os outros passageiros e tento ler o meu destino. Quando me sento, sufoco - o espaço é pequeno, o avião uma caixa fechada de aço subitamente sem portas e janelas que nunca abrem. Atenta à menor estranheza no ruído dos motores, as conversas dos amigos passam ao lado e as palavras na revista de bordo confundem-se. Olho os outros e tento ler o meu destino. Dizem o que fazer em caso de urgência - uns dormem já e outros calmos, sem sobressaltos, conversam. Mas há aqueles que, como eu, vigiam. Pessoas de todas idades, vidas de todos os géneros juntam-se nesta caixa. Algumas para quem esta viagem é um começo cheio de expectativas, outras para quem é um regresso indesejado, talvez. Para outras ainda, uma rotina. Rodamos com rapidez na pista e separamo-nos do chão que nos protege num pequeno impulso. Olho-os de novo e tento ler o meu (nosso) destino para esta viagem, enquanto as janelas se enchem apenas de azul e branco, azul, azul, branco. Pelo menos isso, que a noite torna o medo mais pesado.Azul, branco, azul. E o sinal de desapertar o cinto que tranquiliza.
Alguém terá olhado os outros passageiros neste momento e visto o destino no fim do mar?
Alguém terá olhado os outros passageiros neste momento e visto o destino no fim do mar?
2.6.09
sleeplessness III
Apeteceu-me pôr aqui um trailer, mas este filme assusta.
Qual das personagens eu seria?
Larry.
Qual das personagens eu seria?
Larry.
1.6.09
A propósito de marionetas
Numa conversa sobre marionetas, lembrei-me dos espectáculos de robertos que havia há muitos, muitos anos na praia da Costa. Montavam um biombo na margem daquele areal imenso e eis que aparecia um barbeiro, um toureiro e um touro. Devia haver mais personagens, mas é só destas que me lembro. Sentávamo-nos na areia a olhar a movimentação que envolvia sempre alguma agressão sob o sol escaldante - "Toma, toma, toma". Pauladas atrás de pauladas. As vozes eram muito estridentes o que fazia com que nem sempre se percebesse o enredo, mas era movimentado e alegre, com pauladas que tinham o seu quê de teatral no som a madeira.
E eu tostava, a comer batatas fritas no tempo em que tudo era certo.
Ainda hoje, quando caminho sobre passadeiras de madeira numa praia, olhos para os pés e vejo-os com 5,6 anos na Costa, entre batatas fritas, robertos e um enorme medo das ondas.
E eu tostava, a comer batatas fritas no tempo em que tudo era certo.
Ainda hoje, quando caminho sobre passadeiras de madeira numa praia, olhos para os pés e vejo-os com 5,6 anos na Costa, entre batatas fritas, robertos e um enorme medo das ondas.
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