Hoje deitei-me na cama ao lado da minha mãe para uma pausa. Falámos do cansaço que nos preenche e de sapatos. Da escuridão da doença e de cinema. Falámos. Falou... Fechei os olhos... Calei para sentir que a tua voz tem o sol, o vento e a chuva. Todas as direcções confluem em ti, mãe. Fecho os olhos e oiço esta voz como na primeira canção de embalar. Volto subitamente a essa origem que me segreda serenidade. Abro os olhos e rio. Não há momentos iguais, em que posso estar assim, sem nenhuma defesa, só a sentir.
Esta voz que é (a) minha.
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