26.3.12

Avô

Comprei um livro sobre um avô que falou das coisas mais belas do mundo até ao dia da sua morte.  Comprei este livro porque me lembrei do meu próprio avô. Agora já não tenho quem me conte da Lisboa de antigamente, dessa Lisboa com mais vagar, cheia de bairros, bailes e peripécias. Já não tenho quem me conte...


(Sabe, avô, lembro-me muito bem de estar ao colo do meu pai a chorar enquanto o comboio partia. Era um choro definitivo, como se não houvesse regresso).