Perguntaste-me já várias vezes porque nunca me tinha casado. De alguma forma, aos teus olhos de adolescente, isso parece-te impossível. Sinto-me lisonjeada. Vês-me capaz de ser mulher e mãe, caminhos que nunca percorri. Se pudesses compreender, dir-te-ia que nunca consegui ser a esposa, mas a amante, nunca a certeza mas o risco, (quase) nunca a família mas a marginal, nunca a rotina mas a paixão. Não te poderia explicar melhor o que nem a mim, muitas das vezes, me faz sentido.
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