O S. Carlos desperta-me sempre o imaginário feito de vestidos de seda e saias armadas, pequenos binóculos e comentários por detrás dos leques. Do meu lugar podia ver a plateia e os outros camarotes, observar que estava e quem entrava, tal como as senhoras de antigamente. Nessa época seria velha, parideira de muitos filhos já adultos, quem sabe.
As luzes apagam-se. A opereta de Bernstein traz-nos as frustações das aparências em casais de relações apodrecidas. Sempre actual. Prendeu-me o cenário, depurado e criativo, distante das madames e dos vestidos de seda.
Quando nascer outra vez talvez seja cenógrafa. Ou cantora de ópera.
Sem comentários:
Enviar um comentário