E o rapaz movia-se de forma delicada, em silêncio e passos miúdos. Nos quadros em volta o dourado e o vermelho dominavam, mostrando paisagens e figuras orientais em cenários lisboetas. Lá fora, o Rossio mostrava-se magnífico, límpido nas luzes da noite.
E o rapaz tinha um ar frágil, baixando a cabeça em cumprimentos, agradecimentos. Suave, sereno. Um bolo de chá verde na mão disposto com perícia e harmonia no pequeno prato. Lá fora, a rua do Carmo ia ficando vazia sob os focos dos candeeiros. Preto e branco como as cores do kimono de Noe.
E o rapaz esperou-nos à porta e agradecer a visita. Um aceno respeitoso, um sorriso, que retribuímos.
O Japão em Lisboa.
... e de como as saudades podem, por vezes, ser dilacerantes.
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