19.7.10

coincidência... em tom maior

Revisitei, por acaso, este poema que respira... E aqui fica.



Para jardim te queria.
Te queria para gume
ou o frio das espadas.
Te queria para lume.
Para orvalho te queria
sobre as horas transtornadas.

Para a boca te queria.
Te queria para entrar
e partir pela cintura.
Para barco te queria.
Te queria para ser
canção breve, chama pura.


Eugénio de Andrade

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