11.7.10

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Invejo, como nunca pensei, aqueles que têm tempo. Aqueles a quem ninguém cobra nada.
Grito agora aos quatro ventos para quem me quer ouvir que preciso de tempo. Mas os que dizem que sim, sabem atingir-me no ponto mais fraco.

Luto para que seja diferente. Para que não seja preciso voltar costas. Sinto-me só nesta luta e os dias são, por isso, difíceis. As noites, às vezes, insuportáveis.

Nessas noites, deito-me na cama e choro. Porque subitamente o tempo parece ser justificação para demasiadas coisas, como se a sua falta não fosse, só por si, uma punição.

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