A minha profissão sempre foi onde eu podia dar o meu melhor. Investi muito - muito mais do que talvez devesse - da minha energia nos dias de trabalho que se estenderam quase sempre ao fim-de-semana. Gostava do que fazia, dos colegas com quem partilhava desânimos e alegrias.
Regressei a este espaço de onde me ausentei por dois anos. Muitas caras desconhecidas e alguma falta de simpatia não marcam face aos abraços familiares, às boas-vindas, à confiança. Tenho a certeza que este regresso me salvou em parte, uma vez que me afastou de tarefas que me devoravam por dentro. Tenho mais tempo livre, faço aquilo a que dediquei (quase) toda a vida adulta.
Mas... (porque haverá sempre um mas?)
este cansaço que persiste
este estranho sentimento de já não pertencer aqui...
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