Tenho na mão a oficialização da tua partida. 04.00H. Eram 4 horas num domingo de fevereiro. Fevereiro. Só gostava deste mês por ser o do teu aniversário, mas agora há-de ser sempre o mês em que morreste. Tu, o pai e o avô... Não há como suportar mais este mês, pudesse eu riscá-lo para sempre, rasgar essa folha do calendário, pintá-la de negro - 9, 19, 24.
Ainda não sei o vai ser da minha vida, se é que a minha tem de ser algo mais do que isto que agora é. Domingo, fevereiro, 4 horas da manhã. Li algures que quem acorda a essa hora - e tu acordavas tantas e tantas vezes - irá cumprir um desígnio superior.
Quero acreditar que foste chamada para esse desígnio... Senão, porquê tão rápido, naquele domingo, naquele fevereiro?
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