A minha avó era especialista em vestidos de noiva. Por isso, em casa dela, atrás de um pesado reposteiro de flores, havia saiotes de tule e de pano branco, dos quais eu fazia vestidos de fadas e princesas quando me apetecia. Subia e descia as escadas, rodopiava... rodopiava até ficar tonta e o "vestido", de tanta roda que tinha, ficava quase na horizontal. Punha colares e brincos - havia um de cristal que brilhava tanto!.... Criava mundos de fantasia, embaladas pelas histórias que a minha avó me contava. Era o meu Carnaval. Secreto. Solitário. Sonhador.
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