10.2.09
É um castelo. Sinto o gelo das lajes do chão, oiço o eco dos meus passos. Devagar, encosto o meu ouvido à parede e oiço a "volta" dançada por Isabel I e o seu amante, oiço o choro de Inês que antecipa a morte, oiço a armadura de Afonso, oiço os "King's Men" no Mercador de Veneza. É um castelo e sei que há dois reis que se vão enfrentar. Atrás de um reposteiro, observo a preparação para uma batalha e inspiro a coragem deste rei que olha pela janela o nascer do dia que mais teme. De repente, é a mim que vestem para o confronto. É a mim que enrolam o corpo em faixas para me vestir uma armadura que afinal não tenho quando me encontro face a face ao meu adversário. Não vejo a sua face, escondida num elmo. Que frio é este, tão estranho? Subitamente percebo. É o frio do aço que me atravessa. Acordo.
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