24.4.09

Mortalidade

É duro confrontarmo-nos com a doença. Ou mesmo com a possibilidade de ela lá estar. Hoje fiz um exame de rotina que qualquer mulher odeia. Ao contrário das outras vezes (ainda não muitas, felizmente) em que estava completamente descontraída, hoje senti terror a crescer dentro de mim. Talvez fragilizada pelo cansaço da forte constipação e pelo desgaste do trabalho, as lágrimas teimavam em querer saltar enquanto esperava a minha vez . Em frente, um namorado/marido acariciava a mão dela - aflita com qualquer resultado - reforçando a minha solidão e o meu medo (e outros medos).

Se hoje a médica me tivesse dito Tem aqui algo que deve ser analisado eu responderia, Ah, pois. Era de esperar. O corpo deu de si.

Não disse.

Aqui fica a promessa de ir tratar melhor de ti.

Sem comentários:

Enviar um comentário