No último mês atravessei o deserto. Um deserto que é só meu e que, mais uma vez, me veio buscar. Fragiliza-me. Expõe-me a todas as palavras e gestos, choro e risos dos outros. Não o conto, nem explico a ninguém. O quotidiano prossegue como se nada fosse e respiro fundo de cada vez que se torna (quase) insuportável. Seria fácil argumentar com depressões, mas sei que é pior, muito pior, escondermo-nos.
Respiro fundo... bem... fundo. E caminho.
É escuro este deserto. Fere.
Ao longe, espero que a margem azul me espere.
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