27.5.10

derrotada

Chegou a altura de partir. Hoje, num minuto bastou para perceber.


Durante o dia, tanta, tanta gente me chama e o meu nome cansa-me. Resolver, fazer, escrever, decidir sempre mais e mais. Hoje, aquele homem de olhar doce que me disse "aguentas-te bem" percebeu afinal que me desfazia por dentro. Sim. Percebeu que eu iria neste mesmo dia, fechar os olhos e os ouvidos e gritar durante uma reunião. E o silêncio que se fez à minha volta. Ai!...... Fecho os olhos e os ouvidos a esta batalha. Esta batalha onde soçobro porque já não sei onde repousar. O meu porto de abrigo é mais uma batalha que travo, cheia de solidão e desencontros, mais e mais. Ai....! E grito aqui, sozinha. A vizinha bate à porta de mansinho.

Não tenho onde repousar, percebe?

É a viagem que me espera. Parto. Quem sabe noutra vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário