18.9.09

Abri a janela e vesti-me de cinzento como o dia. Pode ser que assim me misture com a chuva e ninguém me veja ou diga o meu nome.

Da estrada vai surgindo, enorme, a foz, cinzenta também. Digo-lhe How Beautiful, vamos? Largo os pedais e o volante, o motor optimizado ronrona, concordando. Leva-me ao meio do mar. Acelera, lisonjeado, e lança-se em voo.


Sempre acreditei que voasse.



Até.

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