3.9.09

Sinal vermelho

Paro num sinal vermelho. É fim de tarde e a cidade enche-se de gente que corre para cá e para lá, fartos de trabalho sem sentido na pressa da casa. Gente que atravessa. As pernas quase simétricas no mesmo ritmo.

Um casal na beira do passeio. Ele estático, de mãos nos bolsos, olha para a direita. Ela olha para ele, abraça-o. Beija-o. Ele, de mãos nos bolsos. Mãos. Bolsos. Olha para esquerda, para nada. Olha para fugir ao beijo, aos olhos dela. Olha para o vazio. Mãos. Bolsos. Hirto.

Nada. Num sinal vermelho.

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