16.9.09

Deixa-me, fogo

gritava a rapariga em voz alta e descontrolada. E fugia dele, que corria atrás dela, não sei se para se explicar, se para a impedir de expor o seu desespero.

- Deixa-me, deixa-me! - gritava, com voz de choro - deixa-me em paz, fogo!

De repente, o silêncio. Deixei de a ouvir. Procurei vê-la entre os carros. Que lhe teria acontecido? E aos seus gritos tão sentidos?

Sempre detestei parques de estacionamento. Lembram-me perseguições, crimes.

Subitamente, imaginei-a caída. Estrangulada.

Ontem, no Colombo.

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